Implanon no SUS: novo passo para o planejamento reprodutivo no Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) dará um importante passo no fortalecimento do planejamento reprodutivo no país: o implante contraceptivo subdérmico Implanon será oferecido gratuitamente na rede pública a partir do segundo semestre de 2025. A medida foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e anunciada pelo Ministério da Saúde.
Hoje, o Implanon já era ofertado de forma restrita para alguns grupos vulneráveis, como mulheres com HIV/AIDS, privadas de liberdade e trabalhadoras do sexo. Agora, a novidade é que o método estará disponível para todas as mulheres em idade fértil, até 49 anos.

O que é o Implanon e como funciona?

O Implanon é um pequeno bastão de plástico flexível, com 4 cm de comprimento, inserido sob a pele do braço por um profissional capacitado. Ele libera continuamente o hormônio etonogestrel, que impede a ovulação e altera o muco cervical, dificultando a chegada dos espermatozoides. Sua eficácia é alta e pode durar até três anos.
Após esse período, o implante pode ser retirado ou substituído, e a fertilidade retorna rapidamente após a remoção.

Por que isso é importante?

 

A inclusão do Implanon no SUS representa um avanço em saúde pública:
  • Amplia o acesso a métodos contraceptivos de longa duração e alta eficácia;
  • Reduz o risco de gestações não planejadas;
  • Promove autonomia no planejamento reprodutivo;
  • Oferece mais opções além do DIU, preservativos e anticoncepcionais orais.

 

Na rede privada, o Implanon custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, valor que será zerado para as usuárias do SUS.

Quando estará disponível?

 

A portaria oficial será publicada em breve, e o Ministério da Saúde terá 180 dias para preparar as equipes, atualizar protocolos e distribuir os insumos. A expectativa é iniciar a oferta já no segundo semestre de 2025. Até 2026, cerca de 1,8 milhão de dispositivos devem ser distribuídos, sendo 500 mil somente neste ano.

O papel da Atenção Primária

 

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) serão essenciais na orientação e inserção do implante, tornando o acesso ao método mais rápido e próximo da população.
O Implanon chega para somar aos métodos já ofertados pelo SUS: preservativos, pílulas, DIU de cobre, injetáveis e cirurgias como laqueadura e vasectomia.

Avanço para a saúde da mulher

 

A ampliação do acesso ao Implanon fortalece as políticas públicas de saúde sexual e reprodutiva, trazendo mais equidade e autonomia às mulheres brasileiras.

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